
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
sábado, 10 de novembro de 2007
Descansando no peito do Mundo...
sábado, 13 de outubro de 2007
Ele...

Cheira a fresco-molhado.Ali.Pés num poço de sal e verde-azul de ondas.
O mar entrou em mim.Há tanto tempo que eu não o ouvia...
Não ouvia sem querer ...por querer.Não ouvia e pronto.
Cocegou-me fazendo-me sorrir.Brincava comigo.Ele sabia.
As rochas escuras e duras tinham um ar assustador...petrificavam-me.
Mas ele veio de mansinho borbulhar-me canções de espuma e de nanar.
Aconcheguei-me no molhado e dormi minutos refrescantes.
Pestanejei depois de sonos-sonhos entrecortados de Adamastores
e Piratas bonitos de cabelos compridos desgrenhados.
Curiosa-interrogada olhei os dois copos de vinho ao meu lado esquerdo.
Balbuciei para dentro-fora:
-Dois?!
Esperei até ao sol se espreguiçar laranja de sono...
Esperei até as estrelas cintilarem tremeluzentes de gaiatice,
com intermitentes piscar-de-olhos-luzes.
Olhei em volta e esperei.
Então...
Sorvi em pequenos tragos , o vinho...de um copo.Depois...do outro.
E num então mais depois, deixei-me enlaçar por ele...o mar.
Foto de Paulo Martins e palavras de Nia
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Saudade...
sábado, 7 de julho de 2007
MundoRosa...

Imagem de Magritte
Palavras de Nia
Com olhos de ver, sentou-se no chão e esperou.
Encostada ao tronco rugoso de árvore sem tempo, descansava.
Pestanejou.E de dentro da câmara escura da sua vida, fotografou duas cores:
A que via e a que que queria ver.
Ficou inundada de mundo rosa.
Num cantinho do seu olhar lá estava a paisagem a preto e branco.Mas só uma nesguinha de preto e branco.
Pestanejou.
Era rosa.Rosa as árvores, rosa o céu, rosa ela.
E gostou de se ver assim.
Pestanejou.
E sorriu.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Entardecer...
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Hoje é Dia...

O Dia 1 de Junho.
Um Dia.
Silêncio de flores e velas...

Nem reis, nem sacerdotes, nem gentes de boa fé.Não há sermões insípidos, nem discursos entediantes e moralistas.Nada.Como se o niilismo poisasse aqui, hoje.E, no entanto, sinto o coração dizer coisas.Coisas que ainda não entendo mas que sobem ...com uma sensação quieta e estranha ...suave e estranha ...de paz.E silêncio...silêncio de flores e velas.
Silêncio de flores e velas...

Nem reis, nem sacerdotes, nem gentes de boa fé.Não há sermões insípidos, nem discursos entediantes e moralistas.Nada.Como se o niilismo poisasse aqui, hoje.E, no entanto, sinto o coração dizer coisas.Coisas que ainda não entendo mas que sobem ...com uma sensação quieta e estranha ...suave e estranha ...de paz.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Primavera metálica

Ando com esta mania de renascer.Mesmo que o meu tronco, os meus ramos,as minhas folhas, respirem frio.Um frio metálico e penoso.Lá ao fundo, o nascer do sol...e eu a renascer com ele.Quem sabe, o sabor metálico e amargo, derreta em mim e eu refloresça com uma nova transfusão de Vida nas raízes?...
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Adeus, pai...

Hoje faz um mês que foste embora...as minhas palavras ainda estão enroladas, rasgadas, doridas...quando conseguir pô-las de pé, sem chorar, eu volto, pai.
terça-feira, 17 de abril de 2007
Tic-Tac Avariado II

Bati com as portas do Sapo.Nem sei se por mim, se por ele, se de comum acordo.Ele não me deixou entrar mais,mudou as fechaduras, não sei se de raiva de eu ir dormir "fora" muitas vezes e não ter hora de voltar a casa.Então ficamos assim:agora fico na casa nova, no Blogspot.Aqui estou.Mas, para que não me esqueça (podia lá esquecer os momentos bons que lá passei algumas vezes?!) registo aqui a antiga morada.
Era o Tic-Tac Avariado... (não dois mas o primeirinho de todos ,o I)
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